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Jornal Online 'efepe' / sindical

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A TSU E A UGT ENQUANTO MENTIRA SINDICAL

por efepe, em 19.01.17

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 - Por Almerindo Rego

 

 

É histórico que a constituição da UGT, enquanto central sindical alternativa à CGTP nos anos 70, foi uma solução política para tentar controlar a hegemonia do PCP na organização sindical.

 

É um facto histórico que não nos devia incomodar, se lido à luz do processo revolucionário pós 25 de Abril.

 

Contudo, desde o Movimento "Carta Aberta", liderado por sindicalistas do PS e do PSD, gerador da criação da UGT, por fracturação da esmagadora maioria dos sindicatos em Portugal, até aos dias de hoje decorreram 40 anos, durante os quais toda a organização social e política mudou.

 

Claro que, pelo caminho, os sindicatos em geral foram perdendo protagonismo, seja porque se foram autonomizando na sua percepção da vida política e económica, seja porque foram sujeitos aos mais variados ataques da classe política e empresarial, seja, ainda, porque a estrutura do trabalho e das leis laborais foram retirando espaço aos sindicatos para se afirmarem no seu papel em defesa do interesses dos trabalhadores.

 

Contudo, melhor ou pior, os sindicatos foram resistindo às pressões e mudanças políticas e económicas, alguns dos quais crescendo em contexto de crise sindical, por motivo de uma adequada interpretação das transformações da sociedade portuguesa.

 

Ou seja, tudo se foi ajustando à realidade mas...a UGT não.

 

De facto, sendo desastrosa a intenção do Governo em baixar a TSU das empresas em momento de crise da Segurança Social mais desastrosa, ainda, foi a intervenção da UGT ao "pedinchar" junto dos partidos da direita a descida da TSU a favor dos empregadores

 

Fica-me uma pergunta incómoda: será que os dirigentes da UGT são efectivos trabalhadores ou "assalariados" das associações patronais?

 

E o PS vai continuar sem fazer uma auto avaliação das suas políticas sindicais? Até quando? Até à dissolução total dos conceitos de direita e esquerda? E, se assim for, de que referenciais de opção e confiança estaremos a falar?

 

Não será que chegou o momento de parar para pensar? Não será que o PS se está a auto descapitalizar da sua representatividade e credibilidade no mundo laboral, com consequências desastrosas?

 

Não será que chegou o momento de restituir aos sindicatos a verdade da sua origem em liberdade?

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