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Jornal Online 'efepe' / sindical

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PAE 2017 ... Falar Claro !!!

por efepe, em 19.01.18

fcp1.png

 

No âmbito do PAE – Plano de Ajustamentos de Efecticos, do ano de 2017, fui contactado – na qualidade de sindicalista - por vários trabalhadores (nomeadamente, em final da carreira profissional), que foram abordados e contactados pelas várias equipas de Recursos Humanos que andaram no terreno, de norte a sul da geografia de Portugal (do universo da EDP - Energias de Portugal) num processo de “redução de pessoal”, que teria de estar "pronto" até ao dia 15 de Dezembro de 2017 (porventura devido à proximidade da conclusão do mandato de três anos do CEO Antonio Mexia) e com duas populações-alvo, como destinatários. A saber:

 - ao universo de trabalhadores que reunissem as condições do binário idade (61 anos) mais antiguidade EDP (37 anos), previsto no ACT/EDP em vigor; e

- ao universo de trabalhadores disponibilizados pelas hierarquias, sem haver a necessidade de substituição, nomeadamente nas áreas cujas tarefas são para serem transferidas para prestadores de serviços, em regime de “outsourcing” (ou seja, a “terceirização” de serviços).

 

PAE2017.png

 

Genericamente, a "Oferta da EDP" resumiu-se na atribuição de um numero de Bases de Remuneração e/ou Letras de Retribuição (até ao limite de quatro) e ao pagamento de um número de vencimentos (também até ao limite de quatro), consoante caso a caso.

 

Ora,

 

Da troca de informações  - que aconteceu “naturalmente”, com o decorrer daquele processo de “Redução de Pessoal” - registei uma informação que "perturbou" a minha consciência profissional e "agitou" o princípio da solidariedade que há em mim.

 

Soube que, 

 

Quanto ao universo dos trabalhadores não quadros, a empresa “negligenciou” e/ou partiu do “pressuposto” de que os trabalhadores não quadros aceitariam a proposta da empresa, “sem fazerem contas”.

 

E que,

 

por esta razão, a empresa destinou um determinado “bolo” para os trabalhadores quadros superiores e algumas “migalhas” para os trabalhadores não quadros.

 

A ser verdade,

 

É simplesmente INDIGNO, para quem durante décadas (trata-se de três ou quatro) vestiu a “camisola edp”. Uma vez que, são “Credores do Respeito” que lhes é devido, pela contribuição que deram para a “multinacional” que a EDP é hoje.

 

 

Para já,

 

O balanço provisório deste processo de “redução de pessoal”, fornece os “indicadores” seguintes:

- Quanto aos trabalhadores quadros superiores, objectivo alcançado; e,

- Quanto aos trabalhadores não quadros, objectivo não alcançado;

 

Razão pela qual,

 

E, ao que parece, a empresa irá continuar com algumas abordagens e/ou contactos, mas com o “limite” do número de vencimentos alterado (de quatro para seis).

 

 

Termino, com um "apelo" ...

 

GESTÃO DE RECURSOS HUMANOS “ASSIM” … NÃO !!

 

E CONCLUIO, com uma "preocupação" ... 

 

Com o desaparecimento da "nobre" função de Assistente Social de "proximidade" (ao serviço de todos, e não só de alguns) e/ou com o "distanciamento" do Provedor de Ética (que "regra geral" funciona sempre para o mesmo lado), ou ainda, com a enorme "falta de confiança" nos parceiros sindicais "divididos" em Primeira Divisão (que engloba os subscritores ou outorgantes do ACT/EDP em vigor) e em Segunda Divisão (que engloba os "aderentes" por acordo de adesão ao ACT/EDP em vigor), e apenas focados na disputa pelo "estatuto" de Mais Representativo, 

 

QUEM "PROTEJE" E "DEFENDE" OS

TRABALHADORES EM "FINAL DE CARREIRA" ??

  

Sem Título1.png

 Será justo a empresa oferecer, no âmbito do PAE,

4 a 6 remunerações e outras benesses a colaboradores

com antiguidade inferior a 40 anos

quando colaboradores com 40 e mais anos de antiguidade,

como no meu caso, apenas beneficiam de duas Br17

conforme consta do nº3 da Clausula 101- Prémios de Antiguidade???

(Joaquim Guimarães - 20-01-2018 02:22)

 

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Pois, Joaquim Guimarães,

tanto quanto me deu a perceber,

a "intenção" da empresa era "comprar"

a preparação da reforma prevista no ACT.

  

Mas penso que há uma enorme falta de clarificação

entre quem vai ao abrigo da Reforma Antecipada

e quem vai ao abrigo da Pré-Reforma.

  

Há primeira vista,

parecem "figuras" iguais mas não o são.

  

E anda por aí uma enorme "promiscuidade"

entre Reforma Antecipada e Pré-Reforma.

Vamos ver no que vai dar.

(Fernando Pêgas - 20-01-2018 18:21)

 

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