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O "PODER" ... CORROMPE MESMO

por efepe, em 09.05.15

E o mellhor exemplo que conheço é o de José Ângelo Alves Pereira.

Angelo.png

Conhecemo-nos entre os anos de 1980 / 1981, quando ambos frequentavamos o Bar instalado num pavilhão pre-fabricado, sito nos terrenos da então Electricidade de Portugal, EP, à Rua Cidade de Goa, 4 em Sacavém. Estavamos no inicio das nossas carreiras profissionais na EDP.

 

Entretanto, a partir de 1983, a nossa relação de amizade viria a consolidar-se, ao frequentarmos os mesmos "eventos" de caracter sindical (reuniões, plenários, manifestações, congressos, etc.) sob as mesmas bandeiras. A bandeira do Sindel e a bandeira da UGT.

 

Em suma, fizemos um percurso sindical quase em "paralelo", consubstanciado numa carreira de intensa actividade, quer como delegado sindical, quer no dirigismo sindical, durante trinta anos (1983 / 2013).

 

Ao longo de todos estes anos, no Movimento Sindical, mantive sempre a mesma "identificação": o primeiro (Fernando) e o último nome (Pêgas).

 

Enquanto que, José Ângelo Alves Pereira, teve a "necessidade" (sabe se lá porquê) de utilizar duas identificações. Primeiramente, utilizou a identificação de José Ângelo, para posteriormente passar a utilizar a identificação de Ângelo Pereira.

 

Obviamente que, entre o José Ângelo e o Ângelo Pereira, há diferenças "abismais".

 

O José Ângelo que conheci bem, e por quem me "atravessava" sempre que necessário, em defesa da sua honorabilidade sindical ... era um agente sindical "humilde", de "bom caracter", "missionario" e "solidario".

 

Mais tarde, quando a sua ambição o levou a número dois do "poder executivo" (Secretariado Nacional) - ou seja, após a realização do X Congresso -  o José Ângelo daria lugar ao Ângelo Pereira.

 

 

O Ângelo Pereira,  que também conheci bem, passaria a ser um agente sindical "arrogante", de "mau caracter", "interesseiro" e "elitista". Deixando inclusivamente de praticar a "democracia" (e a transparência) e passando a praticar o "autoritarismo" (e a opacidade).

 

A grande diferença sentida na mudança do José Angelo para Ângelo Pereira, foi a instituição de uma nova "filosofia" de estar na vida. Retratando-a pela filosofia do "nem ... nem ..."

Que se consubstancia, na sua essência, no "não atendimento" do telefone, e na "não resposta" a correspondência.

 

Esta mudança de atitude, conjuntamente com as "mudanças" registadas no X Congresso, levou-me a tomar a iniciativa de "romper" com a confiança politica depositada, quer no Secretario-Geral Victor Duarte, quer no Secretario-Geral Adjunto Ângelo Pereira, a meio do mandato '2009 - 2013'.

 

A partir daquela ruptura politica, obviamente que, eu e Ângelo Pereira, passaríamos a "adversários" politico-sindicais. 

 

O "autoritarismo" e a "opacidade" de Ângelo Pereira, revelar-se-iam nos "preparativos" do XI Congresso, realizado nos dias 1 a 3 de Março de 2013, em Coimbra. Nomeadamente, através de "manipulações estatutárias" e de "suspeições infundadas e não provadas", com o único objectivo de IMPEDIR a Candidatura "Renovar é Preciso" de ir a votos na Eleição dos Delegados ao XI Congresso.

 

Um bom exemplo do "autoritarismo"  ...

É o simples facto de se ter solicitado o acesso à listagem de associados, que iria servir de "caderno eleitoral" na eleição dos Delegados ao XI Congresso, de modo a facilitar a "constituição" das Listas por cada uma das quatro Zonas (Norte, Centro, Tejo e Sul) da candidatura Renovar é Preciso, ter sido considerado como uma espécie de um "crime" politico-sindical !

 

E, foi desta maneira "indigna", que Ângelo Pereira impediu o "NOSSO CONFRONTO SINDICAL" em Congresso !!!

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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publicado às 23:30

 

 

 

 

O secretário-geral da União Geral de Trabalhadores (UGT), Carlos Silva, disse hoje que a confederação sindical vai propor, em setembro, a subida do salário mínimo nacional para um valor "à volta" de 522 euros.

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Em declarações à Lusa, à margem de uma visita a um têxtil de Barcelos, Carlos Silva sublinhou que a proposta da UGT andará "sempre à volta dos valores preconizados pelo secretário-geral do Partido Socialista".

 

"Ele [António Costa] preconizou 522 euros, talvez a UGT proponha um bocadinho mais. Iremos analisar, mas será à volta disso", referiu.

 

Carlos Silva disse ainda que não irá propor "valores exorbitantes", para evitar que apareçam imediatamente os empresários a dizerem "nem pensar nisso" e assim conduzir a uma discussão estéril, sem "resultados nenhuns".

 

"Importa partirmos de um número que, por um lado, não afugente a possibilidade de atingir um acordo e, ao mesmo tempo, dê aos trabalhadores com menores rendimentos a possibilidade de verificarem que há um novo aumento para 2016", acrescentou.

 

A 01 de outubro de 2014, o salário mínimo nacional passou dos 485 euros para os 505 euros, depois de estar congelado desde 2011.

 

O aumento, que vigorará até final de 2015, abrangeu cerca de meio milhão de trabalhadores e decorreu de um acordo estabelecido entre o Governo, as confederações patronais e a UGT, deixando de fora a CGTP, que considerou insuficiente o valor de 505 euros.

 

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O secretário-geral da CGTP, Arménio Carlos, admitiu hoje que aquela confederação sindical voltará a ficar de fora do acordo sobre o salário mínimo nacional (SMN) se o valor em cima da mesa rondar os 522 euros.

 

"Então justifica-se que o aumento do SMN seja de 17 euros, que é o que alguns estão a sugerir? Não faz sentido, não passa pela cabeça de ninguém (...). 522 euros é muito curto, muito curto, não dá para lá chegar [ao acordo]", referiu Arménio Carlos em Vila Nova de Famalicão, durante uma jornada de greve dos trabalhadores dos Transportes Nogueira.

 

Na quinta-feira, o secretário-geral da União Geral de Trabalhadores (UGT), Carlos Silva, adiantou que aquela confederação sindical irá propor a subida do SMN para um valor "à volta" de 522 euros.

 

Arménio Carlos disse hoje que 522 euros "é um valor insuficiente" e manifestou-se convencido de que "nenhum partido" que se candidate às eleições apresentará um valor dessa natureza, "porque não é credível" e "está muito aquém do que seria desejável".

 

"Quem é que, neste país, não tem condições para, no mínimo, avançar com um aumento diário de um euro? Qual é a empresa que não tem, por mais pequenina que seja? Quanto custa um café? Quanto custa um chá? Quanto custa um galão? Não é possível aumentar os trabalhadores num euro por dia, 30 euros por mês?", questionou.

 

O líder da CGTP acentuou que, se se fizer as contas à evolução do SMN desde 1974, ano em que foi criado, até hoje, "só com a introdução da inflação" o valor seria, neste momento, de 585 euros.

 

Reiterou que a proposta da CGTP apontava para um SMN de 540 euros a partir de janeiro deste ano e de 600 euros no próximo ano.

 

A 01 de outubro de 2014, o SMN passou dos 485 euros para os 505 euros, depois de estar congelado desde 2011.

 

O aumento, que vigorará até final de 2015, abrangeu cerca de meio milhão de trabalhadores e decorreu de um acordo estabelecido entre o Governo, as confederações patronais e a UGT, deixando de fora a CGTP, que considerou insuficiente o valor de 505 euros.

 

 

 

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publicado às 18:41

2015.0505.pub.PedroAfonso.png

 O actual Governo alterou o horário de trabalho na função pública das 35 para as 40 horas semanais. Já com a troika ausente do nosso país, resiste em repor o horário anterior, alegando que este alargamento aumenta a produtividade, reduz custos (por exemplo, no pagamento das horas extraordinárias) e acaba por ser uma medida justa, já que equipara o horário de trabalho do sector público ao do sector privado.

 

Esta medida constitui um erro político pelas razões que passarei a expor. Em primeiro lugar, subsiste, em muitos políticos e empresários, a crença errada de que presença prolongada no local de trabalho é sinónimo de maior produtividade e compromisso laboral. Esta ideia é falsa. A produtividade cai inevitavelmente com o cansaço, pois a nossa capacidade de concentração é limitada e o nosso organismo não é propriamente uma máquina que se programa de acordo com as conveniências. Além disso, quando se insiste em prolongar demasiado as horas de trabalho, os erros aumentam e o preço a pagar na nossa saúde é elevado.

 

Actualmente, na nossa sociedade, vivemos um curioso paradoxo: apesar de terem sido criados inúmeros meios tecnológicos para nos facilitarem a vida, tudo parece mais difícil e o ritmo do dia-a-dia não pára de aumentar. São muitas as pessoas que se queixam de falta de tempo, pois são obrigadas a trabalhar demasiadas horas. Sei, por experiência clínica, que em muitos empregos do sector privado quem se limitar a cumprir o horário ­—­ ainda que tenha produzido convenientemente — é visto pelas chefias com um olhar crítico; como alguém que está desinteressado, não se empenha e não “veste a camisola da empresa”. De acordo com esta nova ética laboral insensata, fica mal sair do trabalho a horas. Deste modo, tem-se vindo a criar um clima de pressão insustentável para que se considere “normal” cumprir uma jornada de trabalho (maioritariamente não remunerada) que vai muitas vezes além das 50 horas semanais.

 

Umas das consequências de ter um horário excessivamente alargado é o aumento de risco para o burnout. Esta síndrome poderá ser definida como uma reação emocional crónica caracterizada pela desmotivação, desinteresse, e um mal-estar geral na relação com o trabalho. Nestes caso, o desejo de abandonar o emprego transforma-se num pensamento constante, a produtividade diminui e o absentismo aumenta. Com o tempo podem surgir perturbações depressivas e de ansiedade, abuso de álcool, etc. Recentemente realizámos um estudo na Faculdade de Medicina de Lisboa (ainda não publicado) e verificámos que cerca de 15% dos médicos hospitalares encontram-se em burnout. Curiosamente, um dos factores de risco associados foi precisamente o trabalho superior a 40 horas semanais.

 

O nosso país precisa urgentemente de tomar medidas que aumentem a natalidade. Mas isso não se faz apenas com benefícios fiscais, nem com mais um subsídio ou abono de família. Já há muito tempo que se sabe que a qualidade de vida, a produtividade e o desejo de ter filhos está associado à possibilidade de conciliar o trabalho e a família. Manter, obstinadamente, o horário de trabalho nas 40 horas semanais, seja no sector público ou no privado, e impedir uma adequada flexibilidade da jornada laboral, é uma medida antinatalidade. Sair mais cedo uma hora por dia do trabalho faz muita diferença para pais e mães, uma vez que estes andam diariamente num autêntico corrupio, perdendo várias horas nas deslocações entre o trabalho, casa, escola e actividades extracurriculares. Ora, este desgaste não se mede e, por conseguinte, não aparece nas folhas de Excel dos decisores políticos, mas está bem presente na vida do cidadão comum que se esforça arduamente por criar os seus filhos, trabalhar e pagar os seus impostos.

 

O trabalho excessivo pode-se tornar numa “sanguessuga”, pois vai-nos roubando o tempo, a nossa energia, a nossa saúde, os nossos amigos e a nossa família, deixando-nos isolados e mais infelizes. Há que pôr fim à idolatria das 40 horas de trabalho semanais. Considero que um país desenvolvido e produtivo tem que ter a ambição de pensar nas pessoas, oferecendo-lhes tempo para viver. Todos teríamos a ganhar se o horário de trabalho fosse reduzido e flexibilizado. Ter mais tempo para viver é ter mais possibilidades de se fazer aquilo que para nós é importante; ter mais tempo é ter mais liberdade, ganhar qualidade de vida e ter mais saúde. Talvez esta medida pudesse ajudar os portugueses a serem um povo menos envelhecido, mais feliz, e deste modo sairmos do topo da lista dos países da Europa onde se consome mais antidepressivos.

 

Médico psiquiatra

 

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publicado às 12:50


PARECE ... MAS NÃO É "SURREAL" !!

por efepe, em 05.05.15

 

No Grupo EDP, já terminou o APD 2014.

Ou seja, o processo de Avaliação de Potencial e Desempenho, relativamente ao ano de 2014. 

 

Com o "términus" deste processo ...

 

1 - Já foi possivel "processar" no Boletim de Retribuição do mês de Abril de 2015 - dos colaboradores / trabalhadores "não negativados" no APD 2014 - a quantia de cento e oitenta e cinco euros (€ 185,00) relativamente ao "Prémio de Produtividade". Que fôra "concertado" em sede da Mesa Negocial da Tabela Salarial e das Cláusulas de Expressão Pecuniária, a vigorar no ano de 2015;

e,

2 - Também foi possivel "transferir" para as contas bancárias - dos colaboradores / trabalhadores "não negativados" no APD 2014 - uma "quantia variável" relativamente à "Distribuição de Lucros". Que fôra "aprovado" na última Assembleia Geral de Accionistas, realizada no dia 21 de Abril de 2015, em Lisboa, no Edificio da futura sede nacional do Grupo EDP.

 

E, para os colaboradores / trabalhadores "negativados" no APD 2014 ?

- Simplesmente ... "népia" !!

 

Na verdade, NÃO SOMOS TODOS IGUAIS. 

Mas, também é verdade que há situações "inimagináveis " ... no Grupo EDP !!

 

Vejamos um exemplo:

 

Na sequência de um Processo APD anterior, o Avaliador (de nome Sousa) "corta relações" com o Avaliado (de nome Costa).

 

No APD 2014, e por manterem a relação de "hierarquia / subordinado" durante o primeiro semestre de 2014, o Sousa "avalia" o Costa, assente em pressupostos não verdadeiros (ou seja, na 'mentira').

 

No prazo estabelecido para o efeito, o Sousa "não promove" a Reunião de Feedback - de caracter obrigatório -  com o Costa. Ficando este, impossibilitado de qualquer tentativa de alteração da sua "nota negativa".

 

Dentro do prazo legal, o Costa apresenta a sua "reclamação" relativa ao APD 2014.

 

Até que, no Posto de Trabalho do Costa, surge um "envelope" contendo a informação seguinte ...

APD2014.png

 

Com esta "chapa" ou "rótulo" ...

 

E, tendo em consideração que no ACT / EDP, os "tempos de permanência no grau" (vulgarmente conhecidos por "automatismos") foram substituídos por uma "pontuação" resultante da APD (Avaliação de Potencial e Desempenho) ...

 

Importa "questionar" as várias Comissões Negociadoras Sindicais e de Empresa ...

 

COMO VAI SER A "EVOLUÇÃO" DO COSTA,

NA SUA CARREIRA PROFISSIONAL ???

 

E, num "futuro" próximo !!!

 

 

 

 

 

 

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publicado às 16:15


O PAÍS ANDA CHEIO DE LADRÕES

por efepe, em 03.05.15
Comentário inserido na noticia publicada no Sol
- TAP: Sindicato fala no cancelamento de 50% dos voos até às 18h00)

Vendap.png

 Como se cria riqueza.

 

Como o Belmiro começou a enriquecer...

 

...Nadava nas águas da UDP...

 

Quando, em 14 de Março de 1975, o governo de Vasco Gonçalves nacionalizou a banca com o apoio de todos os partidos que nele participavam (PS, PPD e PCP), todo o património dos bancos passou a propriedade pública. O Banco Pinto de Magalhães (BPM) detinha a SONAE, a única produtora de termolaminados, material muito usado na indústria de móveis e como revestimento na construção civil. Dada a sua posição monopolista, a SONAE constituía a verdadeira tesouraria do BPM, pois as encomendas eram pagas a pronto e, por vezes, entregues 60, 90 e até 180 dias depois. Belmiro de Azevedo trabalhava lá como agente técnico (agora engenheiro técnico) e, nessa altura, vogava nas águas da UDP. Em plenário, pôs os trabalhadores em greve com a reclamação de a propriedade da empresa reverter a favor destes. A União dos Sindicatos do Porto e a Comissão Sindical do BPM (ainda não havia CTs na banca) procuraram intervir junto dos trabalhadores alertando-os para a situação política delicada e para a necessidade de se garantir o fornecimento dos termolaminados às actividades produtoras. Eram recebidas por Belmiro que se intitulava “chefe da comissão de trabalhadores”, mas a greve só parou mais de uma semana depois quando o governo tomou a decisão de distribuir as acções da SONAE aos trabalhadores proporcionalmente à antiguidade de cada um.

 

É fácil imaginar o panorama. A bolsa estava encerrada e o pessoal da SONAE detinha uns papéis que, de tão feios, não serviam sequer para forrar as paredes de casa… Meses depois, aparece um salvador na figura do chefe da CT que se dispõe a trocar por dinheiro aqueles horrorosos papéis.

 

Assim se torna Belmiro de Azevedo dono da SONAE. E leva a mesma técnica de tesouraria para a rede de supermercados Continente depois criada onde recebe a pronto e paga a 90, 120 e 180 dias…

 

Há meia dúzia de anos, no edifício da Alfândega do Porto, tive oportunidade de intervir num daqueles debates promovidos pelo Rui Rio com antigos primeiros-ministros e fiz este relato. Vasco Gonçalves não tinha ideia desta decisão do seu governo, mas não a refutou, claro. Com o salão pleno de gente e de jornalistas, nenhum órgão da comunicação social noticiou a minha intervenção.

 

Este relato foi-me feito por colegas do então BPM entre eles um membro da comissão sindical (Manuel Pires Duque) que por várias vezes se deslocou na altura à SONAE para falar aos trabalhadores. Enviei-o para os jornais e, salvo o já extinto “Tal & Qual”, nenhum o publicou…

 

Gaspar Martins, bancário reformado, ex-deputado

 

O país anda cheio de ladrões..!

 

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publicado às 21:47


HÁ UM SILÊNCIO ... VELADO

por efepe, em 02.05.15

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há um silencio,
velado,
há um poema,
castrado,
que inflama,
a minha voz,
há uma dor,
por todos nós,
que não me sai
da garganta...

embaça,
embaraça,
amordaça,
o fado que,
a voz não,
canta...

engulo,
um cravo,
encarnado,
mastigo,
por todo o lado,
tentado manter,
a esperança,
tentando mantê-lo,
acordado,
mas o silêncio,
abafado,
mutila,
a força do sonho,
que tenho desde,
criança...

ver meu País,
tão amado,
respirar flores,
de mudança..

trago um cravo encarnado,
entalado na garganta,
há um poema castrado,
que a minha voz não canta,
está mais um Abril passado,
e a dor que sinto, é tanta...
 
 

rosamar

 

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publicado às 15:13


MULHERES DE MAIO

por efepe, em 02.05.15

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Não importa a nossa etnia a nossa "cor"

nem o que chamam de beleza exterior

 

Se nós mulheres
temos a esperança de Maio
num prenho e terno Abril
Temos no ventre o dom da vida
em fecundos hinos mil

 

Nos braços ternos nascem abraços

 

entre os dedos flores silvestres
colhidas em Maio maduro
cravos vermelhos florescem
em madrugada futuro

 

Em tempos de ditadura
escondemos a nossa dor

 

(e)

 

grávidas de esperança
mulheres de Maio
força inteira
Lutamos pela liberdade
com esta força guerreira

 

 

Ester Cid

Ester Cid.png

 

Maio 2014
(ao abrigo do código do autor)
Fotografia: Google

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publicado às 15:08


1 de Maio, dia do Trabalhador

por efepe, em 02.05.15

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No dia 1 de Maio de 1886, 500 mil trabalhadores saíram às ruas de Chicago, nos Estados Unidos, em manifestação pacífica, exigindo a redução da jornada para oito horas de trabalho.

 

A polícia reprimiu a manifestação, dispersando a concentração, depois de ferir e matar dezenas de operários.

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 HISTÓRIA DO 1º DE MAIO DIA DO TRABALHADOR.

 

 

No dia 1º de Maio de 1886, realizou-se em Chicago nos Estados Unidos, uma manifestação de trabalhadores, com a finalidade de reinvindicar um horário de trabalho de 8 horas diárias.

 

Em 20 de Junho de 1889, reuniu-se em Paris a 2ª Internacional Socialista, decidiu-se através da proposta de Raymond Lavigne, realizar anualmente uma manifestação no 1º de Maio, com o objectivo de reinvindicar 8 horas de trabalho diário.

 

O senado francês ratifica 8 horas de trabalho diárias a 23 de Abril de 1919, e proclama o 1º de Maio feriado.

 

A Rússia adotou o 1º de Maio como feriado nacional, exemplo seguido por outros países.

 

Em Portugal, só depois da "Revolução dos Cravos" 25 de Abril de 1974, é que se comemorou o 1º de Maio em liberdade, passando a ser feriado nacional.

 

VIVA O 1º DE MAIO DIA DE TODOS OS TRABALHADORES

https://www.youtube.com/watch?v=UXKr4HSPHT8

 

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publicado às 02:40

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