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As Portas Giratórias ...

por efepe, em 20.09.18

LuisBernardo.png

- Por Luis Bernardo

 

 

A propósito do tema já recorrente das “portas giratórias” entre o Estado, o regulador e as empresas de energia, João Talone recorda que quando chegou à EDP encontrou 12 consultores externos com motorista que ocupavam um andar inteiro e que tinham sido ministros dos Governos PS e PSD/CDS.

 

JoaoTalone.png

 https://observador.pt/2018/09/18/joao-talone-a-edp-nasce-do-estado-a-edp-era-o-estado-hoje-e-o-mau-da-fita/

(Luis Bernardo - 19-09-2018 01:32)

 

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É o velho problema de quem parte e reparte fica com a melhor parte.

Mas relativamente à EDP quando era do Estado ou seja quando foi nacionalizada integrando todas as empresas produtoras de electricidade, tal como a Petrogal, actualmente Galp, serviu de garante aos empréstimos do estado, nos anos 70.

Aqui aplica-se também a máxima de que não há almoços gratis.

 

Sobre a quantidade de consultores, sem querer defender o que quer que fosse, a EDP era uma manta de retalhos, em que investiu fortemente no hídrico e no térmico sendo necessário conhecimento e contactos, pois nessa altura o consumo de energia subiu bastante.

Depois houve que unificar a rede eléctrica nacional e investir na ligação a Espanha.

 

Como passei pela SOREFAME e pelo ISQ estava a par deste assunto (o meu pai quadro da SOREFAME, desde meados dos anos 40, era responsável das montagens dos equipamentos hidro-mecânicos e o meu irmão esteve envolvido na construção das barragens como Eng. Civil nas grandes empresas de construção).

(Eduardo Lopes - 19-09-2018 11:27)

 

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Sim, na década de 80 a EDP suportou empréstimos internacionais feitos ao Estado português.

Não é uma empresa perfeita mas seria óptimo se todas as empresas portuguesas funcionassem assim.

 

No meu ponto de vista tem tido excelentes gestores (como foi o caso do Eng. João Talone que muito admirei pela sua competência de gestão e, sobretudo, pela honestidade e proximidade com que a praticava).

O elevado rendimento líquido que, sucessivamente, apresenta deve-se às opções estratégicas que tem sabido tomar (a internacionalização acertada e ser 3º produtor mundial em energias renováveis para uma utility de pequena/média dimensão em termos mundiais prova isso...) e à excelência do seu pessoal.

Isto é real, admiti alguns engenheiros para a minha Área e podia escolher os melhores...

Pena a EDP ser chinesa...

(Luis Bernardo - 19-09-2018 12:15)

 

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Luís Bernardo Eu sempre tive uma ligação muito forte à EDP pois a minha família esteve sempre ligada a esta grande empresa.

No ISQ eu fazia com o Eng. Anastácio Baptista, falecido precocemente, que estava na Av. Estados Unidos, parte de grupos de I&D que na UE tentávamos trazer conhecimento sobre a avaliação de vida restante nas centrais térmicas.

E o lobbying que conseguíamos fazer envolvendo a Mague conseguiamo-nos juntar a uma "certa nata" do conhecimento.

Isso nao implicava que na prestação de serviços houvesse qualquer favor pois a responsabilidade era de outros responsáveis que faziam as consultas...e a discussão dos relatórios era " brava" do ponto de vista técnico e científico em que o AB era duro no bom sentido pois procurava explorar conhecimento para si e para os seus pares na EDP.

A melhor coisa que podemos encontrar é quem solicite um nível elevado de conhecimento e que da nossa parte no ISQ tentávamos dar resposta..tínhamos um grupo grande ..que se tinha especializado nessa área ( e ainda há).

Para o ISQ foi positivo pois ainda hoje vende serviços na Ásia em centrais térmicas.

 

A EDP sempre teve muito cuidado na escolha dos seus quadros e tinha e penso que ainda tem uma massa crítica muito acima das outras empresas mesmo as de grande dimensão.

O ISQ na altura, recorria a consultores internacionais sempre que não tinha conhecimento em determinadas áreas específicas tendo ao fim de alguns anos deixado de precisar deles.

Um dos directores de uma central dizia-me ..tinha eu menos 30 anos..."Eduardo livra-te dos incompetentes"...

 

Mas o mais interessante da antiga EDP, e.g., na hídrica do norte de Portugal, após uma campanha que meu pai fez, inicio dos anos 50, cumprindo prazos ou mesmo antecipando, recebeu um prémio dessa empresa ( na altura uma das muitas que havia) que deu para comprar uma casa....

Hoje isso seria algo impensável, mas isso também era porque o meu pai não recebia horas extra da empresa (mas os dias eram compridos e os fins de semana aconteciam de vez em quando) que por sua vez não eram cobradas à empresa hídrica.

Por tudo isto pode ver a razão da minha ligação...pena é ser chinesa...mas isso é "fruta do tempo".

 (Eduardo Lopes - 19-09-2018 12:49)

 

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publicado às 12:18



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