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Na passada sexta feira, dia 19 de Outubro de 2018, chegou a minha vez de participar na sessão nº 21162, do Curso CLEAR TALKS, promovido pela Universidade EDP, em parceria com a Direcção Corporativa dos Recursos Humanos, e para o qual me inscrevi, na sequência do "convite" seguinte

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Ora bem,

 

Na minha perspectiva, aquele Curso "CLEAR Talks" foi mais uma Sessão de Esclarecimento promovida pelo parceiro patronal sobre matérias do ACT/EDP 2014, designadamente sobre a Mobilidade Interna e/ou a Avaliação de Desempenho, entre outras. Pois, se fossem os parceiros sindicais a tomarem a iniciativa seria designado como Plenário de Trabalhadores.

 

Qualquer iniciativa de "ouvir" o feed-back dos trabalhadores, É SEMPRE DE APLAUDIR e são sempre iniciativas bem vindas. 

 

Razão pela qual, aproveito a oportunidade, para APLAUDIR estas Sessões de Esclarecimentos promovidas pela Universidade EDP, nos super locais de trabalho de Lisboa e do Porto, e mum ou noutro local de trabalho mais populoso. Mas, com um "senão" ...

 

Por pensar, que este tipo de iniciativas - de "ouvir pessoas" - deve ter a maior abrangência possivel de locais de trabalho. Porque a EDP não está implementada "apenas" em Lisboa, Porto, Coimbra ou Sines.

 

Ainda, quanto à "audição" dos Trabalhadores (na qualidade de beneficiários dos direitos e regalias consagrados no Contrato Colectivo de Trabalho do Grupo EDP), o que eu acho estranho, é uma certa "INVERSÃO DE PAPÉIS" dos parceiros patronais e dos parceiros sindicais.

 

Porventura,

 

Importa recordar que, no Grupo EDP, e até a um passado "não muito longíquo", o papel da "audição de trabalhadores" estava reservado às Estruturas Representativas de Trabalhadores / Comissões de Trabalhadores e/ou às Organizações Sindicais através de uma "dinâmica" Acção Sindical, que se foi perdendo lentamente. Devido à INACÇÃO e à INÉRCIA  (das entidades defensoras dos interesses dos trabalhadores), nomeadamente nos ultimos anos da presente década, em que a "audição dos trabalhadores" tem vindo a ser SEGREGADA. 

 

Ora, 

 

A "GRANDE SEGREGAÇÃO" da audição prévia dos trabalhadores, reformados e pensionistas do Grupo EDP aconteceu aquando do super processo negocial, que englobou a Revisão do ACT/EDP 2000, a Revogação do EUP/EDP e a Integração dos Contratos Individuais no Contrato Colectivo da EDP, em que as Direcções das Organizações Sindicais mais representativas (ou sejam, as congregadas na Frente Energia/CGTP e na Frente Sindical/UGT) tomaram "decisões" sem qualquer audição prévia dos Beneficiários daqueles Instrumentos de Regulamentação do Trabalho, e posteriormente, foram a alguns locais de trabalho "imporem" as suas decisões.

 

Em meu entender, foi o fenómeno da "Grande Segregação" que provocou a

"MATANÇA" DO MOVIMENTO SINDICAL

 no âmbito do Grupo EDP !!!

 

São tão evidentes  as "fracturas" do Movimento Sindical no Grupo EDP, que é a própria empresa (o Grupo EDP) a tomar iniciativas de "audição" dos trabalhadores, através de Cursos promovidos pela Universidade EDP em verdadeiras sessões de esclarecimento conduzidas pelos Recursos Humanos.

 

Este tipo de iniciativas, para além de servir para melhorar os fundamentos dos Actos de Gestão do Grupo EDP, em nítida substituição de uma Contratação Colectiva EDP que "emperrou" (ou melhor "colapsou"), também serve para "mostrar" ao Universo de Beneficiários oriundos dos Contratos Individuais (ou seja, o Universo que marcou maior presença nas várias sessões do Curso "CLEAR Talks"), e que desde a sua "integração" no Contrato Colectivo EDP em 2014, tem sido "abandonados" pelas várias Organizações Sindicais, da não necessidade de "sindicalização".

 

Porventura,

 

Por desde a entrada em vigor do actual ACT/EDP 2014, a "FRENTE ENERGIA" (que congrega os sindicatos filiados na CGTP), a "FRENTE SINDICAL" (que congrega os sindicatos filiados na UGT) e os "SINDICATOS INDEPENDENTES", 

 

 "NADA" FIZERAM E/OU "NADA" FAZEM

 

pela defesa dos anseios, aspirações e interesses dos trabalhadores, reformados e pensionistas do Grupo EDP.

 

Reacçoes.png

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 (copiado da pagina do facebook da Comunidade EDP)

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(Fernando Pêgas - 20-10-2018 21:10) 

 

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 Agradeço muito esta, como tantas outras, publicações. Agora sinto que nós, reformados/pensionistas, somos parte da EDP e começamos a ser esclarecidos do que por lá se passa. Pena que as notícias sejam, quase sempre, más.

(Graça Freitas - 21-10-2018 14:53) 

 

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As noticias são quase sempre más, porque o "divórcio" entre as várias Organizações Sindicais e os trabalhadores, reformados e pensionistas CHEGOU A UM PATAMAR nunca imaginado anteriormente. Acredite Graca Freitas, É MUITO PREOCUPANTE o actual estado do Movimento Sindical no Grupo EDP.

(Fernando Pêgas - 21-10-2018 18:44) 

 

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Acredito na TRISTE verdade.

(Graça Freitas - 22-10-2018 00:02) 

 

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Há sindicalistas a tempo inteiro que mais não fazem do que "contar o tempo" que falta para passarem à reforma.

TRISTE REALIDADE mesmo.

(Fernando Pêgas - 22-10-2018 10:46) 

 

mesmo

(José Rodrigues - 22-10-2018 15:11) 

 

já é assim a alguns anos

(José Rodrigues - 22-10-2018 15:12) 

 

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Será que alguém, me pode arranjar um e-mail dos recursos humanos do pessoal que dá apoio aos pré-reformados. Ou em alternativa o telefone.

Muito obrigado

(José Alves Silva - 22-10-2018 22:04) 

 

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Meu caro José Alves Silva, com a reestruturação da área dos Recursos Humanos (cuja tarefas deixaram de ser efectuadas por trabalhadores do Quadro EDP e passaram a serem efectuadas por trabalhadores dos Prestadores de Serviços Externos) não é do conhecimento geral quais as pessoas do Prestador de Serviços que estão adstritas ao APOIO AOS PRÉ-REFORMADOS, REFORMADOS OU PENSIONISTAS EDP:

(Fernando Pêgas - 23-10-2018 11:14) 

 

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Somos tratados como lixo, talvez um dia se lixem...

(Carlos Neves - 23-10-2018 14:26) 

 

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Verdade Carlos Neves.

O índice de "MAUS TRATOS SOCIAIS" no Grupo EDP

atingiu um patamar nunca antes imaginado.

 

E o meu dedo "acusador" vai em primeiro lugar para a "TROIKA" composta pelos Homens de Santo Tirso (que são o Angelo Pereira, na qualidade de ex-lider da Frente Sindical UGT e o Daniel Sampaio, na qualidade de ex-lider da Frente Energia CGTP) e ainda pelo actual Secretario Geral do Sindel, que ao liderarem a "assinatura" do novo ACT/EDP 2014 (sem "audição prévia" dos interessados e sem qualquer esboço de formas de luta de resistência) facilitaram a ENORME E MAIOR PERDA DE DIREITOS E REGALIAS SOCIAIS registada no ambito do Grupo EDP.

 

Estas "feridas" e "fracturas" vão levar muitos anos a cicatrizar.

Mas nos "entretantos" o Grupo EDP "apenas focada" na produção de valor para distribuir aos accionistas, vai desumanizando as relações para com os REFORMADOS E PENSIONISTAS EDP que com o seu "sangue, suor e lagrimas" contribuiram fortemente para a Multinacional que o Grupo EDP é hoje.

(Fernando Pêgas - 23-10-2018 16:16) 

 

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Caro colega Fernando Pegas,

não tenho o prazer de o conhecer

mas vejo atentamente as suas notícias.

 

Infelizmente estamos entregues a oportunistas que começam por olhar para o seu umbigo em detrimento do colectivo.

Nada de novo já vi isto em mais empresas, que tristeza. 

Um abraço

(Carlos Neves - 24-10-2018 13:12) 

 

 

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 (copiado da pagina do facebook de Fernando Pêgas)

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 Clear.SIEAP.png

As sessões de esclarecimento dos Recursos Humanos do Grupo EDP

que de "esclarecimento" tem muito pouco.

(Fernando Pêgas - 26-10-2018 11:58) 

 

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publicado às 20:16



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