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No ambito do Grupo EDP, a semana que determinou a saída do mês de Fevereiro e a consequente entrada no mês de Março (no ano de 2018),  foi cheia em "acontecimentos laborais" motivadores de reacções do Movimento Sindical, designadamente na área Comercial.

 
I.
 
A semana laboral começou com a convocação dos representantes da Frente Energia (CGTP) e da Frente Sindical (UGT) para uma reunião com o Conselho de Administração da EDP Soluções Comerciais.
 
No sentido de dar a conhecer a Reestruturação da EDP Soluções Comerciais resultante  da TRANSMISSÃO DE ÁREAS DE NEGÓCIO da empresa EDP Soluções Comerciais para outras empresas do Grupo EDP. E da qual irá resultar a transferência de um universo de trabalhadores da EDP Soluções Comerciais para a EDP Serviço Universal  (60 trabalhadores), para a EDP Gás Universal (8 trabalhadores), para a EDP Comercial (120 trabalhadores) e para a EDP Distribuição (220 trabalhadores).
 
E ainda tendo em conta a
 

"A necessidade de manter um quadro de comunicação

com os representantes dos trabalhadores que possibilte

uma intervenção que possa dar consistência a todo

o processo e que, dessa forma, não sejam criados

receios e dúvidas sobre as formas e objectivos do mesmo" 

 
em conformidade com o que foi dito aos parceiros sindicais "convocados",  por aquele Conselho de Administração da EDP Soluções Comerciais. 
 
 
Nisto tudo, 
É "MUITO ESTRANHO"
 
a "reincidência" do Conselho de Administração da EDP Soluções Comerciais, em convocar "uns" parceiros sindicais, e "outros não".
 
Pela segunda vez consecutiva.
 
Uma vez que, todas as estruturas representativas de trabalhadores e todos os "outros" parceiros sindicais (ou sejam, os "ditos" sindicatos independentes, sem filiação em qualquer das duas centrais sindicais), também são "reconhecidos" pelo Presidente do CAE do Grupo EDP (Dr. António Mexia).
 
 
Ora,
 
quer se queira, quer não, é uma "postura" pouco ética do Conselho de Administração da EDP Soluções Comerciais, que contraria por completo "a necessidade de manter um quadro de comunicação com os representantes de trabalhadores".
 
Razão pela qual, nos conduz a uma "descriminação demagógica" perigosa,  tendo em conta os "riscos" ... que qualquer processo de Reestruturação (que envolva pessoas) encerra.
 
 
II.
 
A semana, terminaria com TRÊS CONCENTRAÇÕES de Precários EDP (ou sejam, trabalhadores de prestadores de serviços maioritáriamente residentes em instalações do Grupo EDP), na quinta e sexta feira (1 e 2 de Março de 2018).
 
 
Na quinta feira, registou-se uma Concentração (maioritariamente "sem" perda de salário) nas instalações do Edificio Sede do Grupo EDP, em Lisboa, inserida na acção sindical de  combate efectivo à precariedade, denominada "Março - mês de esclarecimento, acção e luta", e promovida pela CGTP e Fiequimetal.
 
Enquanto que, na sexta feira, registaram-se duas Concentrações (maioritariamente "com" perda de salário) junto das instalações do Grupo EDP, em Lisboa (Marquês de Pombal) e no Porto (Ofélia Diogo da Costa), predominantemente por questões salariais dos trabalhadores das Lojas EDP, promovidas pela UGT e Sindel.
 
Resultados ?
 
O melhor é aguardar !
 
 
III.
 
Por fim, na quinta feira da mesma semana, o Presidente do CAE do Grupo EDP (Dr. Antonio Mexia) reapareceu publicamente para apresentar as contas anuais (de 2017) do Grupo EDP, que dão conta de novo lucro líquido bem acima dos 1000 milhões de euros.
 
A comunicação social abordou esta tema, e dos parceiros sindicais do Movimento Sindical do Grupo EDP, apenas conheço o comunicado da Fiequimetal (CGTP), que concluiria o mesmo assim:
 
"Exigimos que a administração da EDP
assuma a sua responsabilidade 
como gestora de uma empresa
consciente do seu papel na sociedade 
e tenha em conta a realidade económica do último ano, 
repondo e melhorando os salários dos seus trabalhadores. 
 
Não podemos admitir outra atitude
por parte da Administração 
e não iremos ficar de braços cruzados."
 
Como este tema, interfere com o processo negocial em curso, relativamente à Revisão da Tabela Salarial e Cláusulas de Expressão Pecuniária, para vigorar entre 01 de Janeiro de 2018 e 31 de Dezembro de 2018, naturalmente a próxima sessão agendada para o dia 07 de Março de 2018, está a gerar elevada expectativa.
 
Entre inúmeras expectativas, há uma que me mantém "particularmente" demasiado EXPECTANTE !!!
 
Uma vez que só "agora", é que a Comissão Negociadora do Grupo EDP reune as condições necessárias para "RESPONDER" à proposta apresentada pela Comissão Negociadora Sindical do Sinovae. 
 
Nomeadamente, ao tomarmos conhecimento que, o Presidente do CAE do Grupo EDP (Dr. Antonio Mexia) "aufere" CINQUENTA E DUAS vezes mais do que a média dos trabalhadores do Grupo EDP.
 
 
 
Por fim,
 
Esta semana laboral "fértil" em reacções do Movimento Sindical, revelou-se também "preocupante", quanto a sinais de
 
"intolerância intergeracional"
 
a exemplo do que aconteceu no final do ano passado, aquando do Plano de Ajustamento de Efectivos (abreviadamente conhecido por PAE) promovido pela área de Recursos Humanos do Grupo EDP.
 
 
Aqueles "sinais"
 
Que em alguns casos específicos já "roça" um sentimento de "ódio laboral" (denomine-se assim), estão sendo provocados pela "manifesta"
 
FALTA DE "UNIDADE" E
DE "SOLIDARIEDADE"
 
entre os vários parceiros sindicais, do Grupo EDP, na sua geografia de Portugal.
 
Esta realidade, está sendo "reconhecida" pela maioria dos Trabalhadores EDP, mas também por Reformados e Pensionistas EDP, e até pelos Precários EDP.
 
Mas,
 
O "mais grave" disto tudo, é o aproveitamento por parte do parceiro patronal (Grupo EDP), como já não se via há muitos anos, nomeadamente através de uma postura "pouco ética", alimentada por uma enorme "falta de transparência", que vai "minando lentamente" a denominada
 
"PAZ SOCIAL".
 
Porventura, já muito "apodrecida" !!
 

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publicado às 18:10



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