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 fcp.png

 

No corrente mês de Setembro de 2018, os trabalhadores beneficiários do Plano Flex Despesas de Educação, primeiramente foram contactados atrávés do Contact Center, para serem informados sobre as alterações introduzidas pelo Orçamento de Estado de 2018, relativamente aos denominados "Vales de Educação" para os próprios trabalhadores.

 

Na sequência dos primeiros contactos, alguns trabalhadores propuseram a possibilidade de pagarem a regularização da retenção do imposto (a Janeiro de 2018) de uma forma faseada. Tendo esta possibilidade sido negada por Acto de Gestão da empresa.

 

Posteriormente, e como facto consumado, receberam por e-mail a comunicação seguinte:

 

PlanoEDPFlex-DespesasEducacao.png

 

Este exemplo, É BEM ELUCIDATIVO, de como o Grupo EDP está a DIALOGAR SOCIALMENTE sobre matérias previstas no Acordo Colectivo de Trabalho de 2014.

 

Ou seja,

 

Em matérias previstas no Acordo Colectivo de Trabalho de 2014, e respeitantes a um dos seus Universos (no caso concreto, ao Universo de Beneficiários oriundos de ex-Contratos Individuais "integrados" no Contrato Colectivo do Grupo EDP), o Conselho de Administração Executiva continua a deliberar por Acto de Gestão, as matérias que foram "integradas" no ano de 2014, por acordo com os parceiros sindicais outorgantes do ACT/EDP 2014.

 

Ou melhor,

 

Decorridos que estão quatro anos (2014-2018) de vigência do ACT/EDP 2014, qualquer alteração de matéria que abranja os beneficiários do Plano FLEX, deveria ser levada à denominada Mesa de Negociações, do ambito do Instrumento de Regulamentação do Trabalho em vigor.

 

 

E não estar sujeita ao simples

Acto de Gestão do CAE EDP.

 

 

Entretanto,

 

Tomo conhecimento do conteúdo do comunicado do Sindel, datado de 28-09-2018 e divulgado no site - www.sindel.pt - a partir de 01-10-2018, que diz o seguinte:

 

Sindel1.png 

 

A minha atenção fica "presa" no conteúdo dos dois ultimos paragrafos:

 

"O SINDEL não pode aceitar esta atitude,

sobretudo numa organização como o Grupo EDP."

 

O SINDEL relembra as condicionantes legais

para se mexer nas remunerações

 

e lamenta que mais uma vez a EDP

não tenha auscultado a opinião dos seus parceiros institucionais

e representantes legítimos dos seus trabalhadores.

 

 

Quanto à posição " O Sindel não pode aceitar esta atitude sobretudo numa organização como o Grupo EDP ", em minha opinião, está carregadíssima de uma "pura demagogia", pela simples razão que o comportamento dos elementos da sua Comissão Negociadora Sindical, nomeadamente à Mesa das Negociações, não se coaduna com esta "posição" escrita. E, porque, há uma enorme diferença entre o "que se diz" e o "que se faz".

 

Quanto à posição "O SINDEL relembra as condicionantes legais para se mexer nas remunerações", subscrevo na íntegra esta posição.

 

Finalmente,

 

Quanto à posição " não tenha auscultado a opinião dos seus parceiros institucionais e representantes legítimos dos seus trabalhadores ", em minha opinião, o Sindel acaba de "assumir publicamente" o seu novo ADN, ao considerar-se um PARCEIRO INSTITUCONAL e não mais um "parceiro sindical". 

 

Na minha perspectiva, o parceiro institucional é caracterizado normalmente como um FACILITADOR DE ACORDOS, bastando para isso a auscultação da sua opinião.

 

Enquanto que, o parceiro sindical é caracterizado normalmente como um NEGOCIADOR DE CONVENÇÕES COLECTIVAS, em representação dos trabalhadores.

 

Em suma, 

 

A partir de agora, e com a revelação do seu novo ADN (de parceiro institucional), o Sindel  - na sua versão de liderança de Rui Miranda - somente pode ser visto como um 

 

FACILITADOR DE ACORDOS

 

 

Reacçoes.png

 

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 (copiado da pagina do facebook de Fernando Pêgas)

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FernandoPegas.png

 (Fernando Pêgas - 02-10-2018 13:30)

 

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 O SINDEL lamenta que mais uma vez o Concelho de Administração da EDP não tenha auscultado a opinião dos seus parceiros institucionais e representantes legítimos dos seus trabalhadores.


Mas então onde moram as bases legais que

Obrigam a EDP a dialogar com os parceiros sindicais????.

 

Será que a EDP está cega e senil?

ou será que os representantes do Sindicato estão-se a marimbar para o assunto?

 (Joaquim Guimarães - 02-10-2018 17:03)

 

 

os sindicalistas comem a mão dos patroes exemplo disso ACT 2014

 (José Rodrigues - 03-10-2018 08:02)

 

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Meu caro Joaquim Guimarães, é assim:

 

Antes de 2014, ou seja antes da "integração" do Universo de ex-contratos individuais no nosso Contrato Colectivo do Grupo EDP, qualquer matéria que envolvesse aquele Universo de Trabalhadores com vinculo individual, bastava à EDP legislar ou regulamentar por um qualquer Acto de Gestão do CAE.

No entanto, a partir de 2014, ESTE "FIGURINO" DE GESTÃO FOI ALTERADO por efeito da "integração" dos ex-Contratos Individuais no Contrato Colectivo, conforme o "ACORDADO" entre todos os parceiros (patronais e sindicais) que outorgaram o novo ACT/EDP 2014.

Entretanto, e decorridos que estão cerca de 4 anos (2014 - 2018), PARECE-ME A MIM que esta "alteração estrutural" (por efeito da "integração" atrás referenciada) ESTÁ A PASSAR UM POUCO AO "LADO" AO CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO EXECUTIVO DO GRUPO EDP, com a "complacência" de todos os parceiros sindicais, totalmente em estado de "inércia", ao não REINVIDICAREM DO CAE/EDP a legitima "Negociação Colectiva" das ALTERAÇÕES aos legítimos "Actos de Gestão" efectuados até à entrada em vigor do novo Instrumento de Regulamentação do Trabalho.

Portanto, há um conjunto de parceiros sindicais que andam "CEGOS e SENIS" (aproveitando a utilização dos teus termos). Disse.

 (Fernando Pêgas - 02-10-2018 18:40)

 

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Concordo com o Pegas.

Ainda vejo alguém a perguntar por meios legais. Estes meios têm que serem pressionados mesmo a sério pelas organizações dos trabalhadores. Porque está em causa o dinheiro de todos. Que será feito do dinheiro que nos é descontado todos os meses para a saúde?

(Jose Rocha Pinto - 02-10-2018 22:57)

 

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Meu caro Jose Rocha Pinto, sem duvida, o dinheiro que mensalmente descontamos para a MUTUA, faz com que esta também seja "nossa", com todos os direitos e deveres subjacentes. Mas, NINGUÉM PRESTA CONTAS A NINGUÉM !!

E o mais grave de tudo isto, é a empresa ter tomado a iniciativa de "reestruturar" a Sávida ("descapitalizando-a"), sem qualquer informação às "tropas".

E, TODOS NÓS, "embriagados" pelo estado de INÉRCIA que tomou conta das Estruturas Representativas dos Trabalhadores, parece que, vamos "ingénuamente" e/ou "displicentemente" NÃO REAGINDO ao caminho que nos vão "impondo" em direcção a um enorme buraco sem fundo.

É isto, que me vai na alma, em resposta à sua questão.

 (Fernando Pêgas - 02-10-2018 23:21)

 

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Sim TODOS NÓS embriagados pelo estado da situação, ninguém pede contas a ninguém, nem ao ESTADO ( Governo) que foi este à dias disse, noutros Governos ( nos anos 80) que incentivaram outras Empresas a fazerem o sub-sistema de Saúde para alíviar a Segurança Social.

(Jose Rocha Pinto - 02-10-2018 23:33)

 

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Mas neste assunto, também o Governo tem bastante culpa.

Aonde está uma Companhia de Seguros que faça um seguro de Saúde como noutros Países da EU?

(Jose Rocha Pinto - 02-10-2018 23:37)

 

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Aí não sei, mas talvez desse para deixar de pagar à SÁVIDA e pagar o seguro.

(Jose Rocha Pinto - 02-10-2018 23:40)

 

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O "problema" está precisamente aí. Sabendo todos nós que, em Portugal, NÃO HÁ UMA COMPANHIA DE SEGUROS QUE SE "ATRAVESSE" COM UMA APÓLICE "PARA A VIDA INTEIRA" (ou seja "até à cova", como sói dizer-se), como é possivel a EDP "persistir" numa estratégia empresarial de transformar a nossa "mútua" em "seguro".

As "pessoas" que se lixem, né ?!

 (Fernando Pêgas - 02-10-2018 23:44)

 

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Não, não concordo nessa sua perspectiva José Rocha Pinto. Pela simples razão "apontada" anteriormente, de não haver nenhuma Companhia de Seguros que se "atravesse" para a Vida Inteira.

 (Fernando Pêgas - 02-10-2018 23:47)

 

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 Isto é uma reação a tudo q se assiste. Vejo pessoas da ADSE a fazerem sevuros de para complementarem as perdas q têm na Adse.

(Jose Rocha Pinto - 02-10-2018 23:53)

 

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Das pessoas que lixem, já é antigo. Para as Empresas as pessoas são números.

(Jose Rocha Pinto - 02-10-2018 23:56)

 

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Sendo o nosso SNS (Serviço Nacional de Saúde) reconhecido internacionalmente como o melhor dos melhores modelos em todo o mundo, como é possivel os "pensadores tacanhos" pretenderem DESTRUIR o que temos de MELHOR ?!

 (Fernando Pêgas - 02-10-2018 23:57)

 

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Sim o "CAPITALISMO SELVAGEM" trata as pessoas como números.

(Fernando Pêgas - 02-10-2018 23:58)

 

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Mas se falecer um capitalistas desse tipo não faltam pessoas simples e "politiquinhos a dar-lhes os sentimentos e a irem às cerimónias funebres. Esta é a vergonha que tenho do povo q temos no PAÍS. Como o caso de escravidão da funcionária da fábrica na FEIRA. Quem se impôs a nível de Justiça? Que penalização teve este patrão? Isto para mim é crime, é a contradizer a justiça. Os patrões já se querem sobrepôr à JUSTIÇA.

(Jose Rocha Pinto - 03-10-2018 00:13)

 

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É com tristeza, mas também com muito espanto que leio estas opiniões de Trabalhadores, ou ex-trabalhadores fazerem estas e outras declarações relativas às estruturas representativas dos Trabalhadores, ou seja aos Sindicatos.

Estes só tem a força que os Trabalhadores lhe dão, quantas vezes alertaram para o que seria a empresa privada, o que na altura os Trabalhadores fizeram? Assobiaram para o lado.

(Américo Castro - 03-10-2018 12:22)

  

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Nenhum isto é a versão n2 do P S D

(João Carlos Tome - 03-10-2018 14:03)

 

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Americo Castro, permita-me a questão seguinte: Depois da entrada em vigor, do novo ACT/EDP 2014, da inteira responsabilidade dos parceiros patronais e dos parceiros sindicais (que outorgaram aquele Instrumento de Regulamentação de Trabalho), e já se passaram cerca de quatro anos (2014 - 2018), que "contas" é que os sindicatos prestaram aos trabalhadores, reformados e pensionistas do Grupo EDP, para tamanha "HECATOMBE" DE DIREITOS E REGALIAS ??

 (Fernando Pêgas - 03-10-2018 15:20)

 

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 (copiado da pagina do facebook de Comunidade EDP)

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FernandoPegas.png

(Fernando Pêgas - 02-10-2018 16:01)

 

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?

(Cristina Afonso - 02-10-2018 17:07)

 

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Ó Cristina Afonso o Sindel, anda sem norte, e neste comunicado só diz "asneiras", com a agravante de colocar a nu, o seu novo ADN de "FACILITADOR DE ACORDOS".

Pobres e "coitados" Beneficiários do Plano Flex, que não têem ninguém que os defenda.

(Fernando Pêgas - 02-10-2018 22:18)

 

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São factos indesmentíveis caro FP

(Cristina Afonso - 04-10-2018 09:06)

 

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Facilitador de acordos, fica-lhes bem (?)

(Cristina Afonso - 04-10-2018 09:10)

 

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 (copiado da pagina do facebook de Fernando Pêgas)

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BeneficioEducação.png

PARECE QUE ...

Há a "necessidade urgente" de RECORDAR a Direcção de Recursos Humanos "corporativo" do Grupo EDP, de que em Portugal, o SALÁRIO faz parte integrante do PATRIMÓNIO IMATERIAL de cada um dos trabalhadores (em geral).

E, por via disso mesmo, nenhuma entidade patronal poderá "mexer" (a seu bel prazer) no Salário dos seus trabalhadores. Como o Grupo EDP o fez, na situação presente, dos Vales de Educação.

(Fernando Pêgas - 01-10-2018 18:36)

 

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publicado às 17:36



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