Saltar para: Post [1], Pesquisa e Arquivos [2]




O futuro do associativismo

por efepe, em 18.11.18

JoseManuelDiogo.png

Neste Mundo global onde as pessoas podem falar umas com as outras ao mesmo tempo e sem a mediação de ninguém, as associações estão na linha da frente da extinção social. Porquê?

 

Porque quando a norma, ou a sua narrativa, deixa de ser influenciada e transmitida por elas - e passa a ser definida por todos em conjunto - se tornam primeiro obsoletas e depois irrelevantes.

 

Todas as maravilhosas conquistas da tecnologia carregam este preço com elas: a desregulamentação dos poderes estabelecidos. Sejam eles fácticos, como os poderes instituídos no Estado de direito - executivo, legislativo e judicial; sejam eles informais, como os que exercem a comunicação social, as associações setoriais e outras organizações da sociedade civil, como agentes de equilíbrio e instrumentos reguladores das democracias.

 

Uber, Airbnb, Tinder, Paypal, Facebook, Instagram, e toda a imensa miríade de aplicações informáticas que simplificam e alargam a nossa vida, transformaram a nossa relação com o tempo e o espaço de tal forma que não seria legítimo esperar que essa mudança não afetasse também as instituições tradicionais.

 

A diferença é que, ao contrário dos indivíduos, as organizações não apreciam a mudança: resistem-lhe. Por isto elas perdem importância diariamente e a uma velocidade vertiginosa.

 

Esta semana, numa conversa com António Saraiva, presidente da CIP - Confederação Empresarial de Portugal -, este problema foi o prato principal do jantar-debate. Como é que as instituições vão manter a sua relevância se o principal ativo que até agora elas entregavam aos seus associados, comunicar e influenciar, deixa de lhes pertencer?

 

Numa conversa livre e especulativa surgiram três ideias que podem contribuir para a reinvenção das associações neste Mundo globalmente conectado: apostar na reputação, gerir ativamente a sua comunidade e criar novos serviços.

 

Viver num Mundo onde o que circula no WhatsApp tem mais capacidade de influência na tomada de decisão política que uma confederação patronal, dá muito que pensar.

 

*ESPECIALISTA EM MEDIA INTELLIGENCE

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 19:09



Mais sobre mim

foto do autor


Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.


Arquivo

  1. 2018
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2017
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2016
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2015
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D