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OPA: O que está em causa?

por efepe, em 07.06.18

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 No dia 05 de Junho de 2018, o tema da "OPA"

foi abordado através da intranet.edp.

  

OPA: O que está em causa?

A China Three Gorges, maior acionista da EDP, lançou uma oferta pública de aquisição (OPA) sobre a totalidade do capital da elétrica portuguesa. O que está em causa? Nós explicamos.
 
 
 
O que é uma OPA?
 
Uma OPA (Oferta pública de aquisição) é uma oferta de compra lançada sobre uma empresa com o objetivo de comprar uma sociedade cotada em bolsa. Para que seja realizada uma OPA, a mesma tem de preencher determinadas condições impostas por lei e ser autorizada pelas entidades reguladoras. A OPA designa-se de oferta pública, uma vez que é dirigida a todos os acionistas da empresa e anunciada publicamente.
 
 
O que oferece a China Three Gorges?
 

A China Three Gorges oferece uma contrapartida de 3,26 euros por ação, representando um prémio de 4,8%, sobre o preço de fecho anterior à OPA.  A CTG refere ainda o prémio de 10,8% em relação ao preço médio ponderado das ações nos seis meses anteriores à oferta.  

 

É também lançada uma OPA sobre a EDP Renováveis, e, neste caso, a contrapartida oferecida é de 7,33 euros por ação. A OPA à EDP Renováveis fica assim condicionada ao sucesso da OPA à EDP, isto é, condicionada à obtenção de 50% + 1 ação no capital da EDP. 

 

No total, para comprar a totalidade da EDP, a China Three Gorges terá de desembolsar cerca de nove mil milhões de euros.

 
 
A OPA pode falhar? De que depende?
 ​
A internacionalização da EDP, sobretudo da EDP Renováveis, obriga a China Three Gorges a passar por variados processos, para que consiga alcançar com êxito o seu objetivo. 
 
Uma lista extensa de autorizações que é necessário para avançar com a oferta sobre a EDP, o que inclui ultrapassar eventuais restrições regulatórias relacionadas com o quadro comunitário para o setor de energia e, em particular, para as redes elétricas;
 
O preço oferecido pela CTG ser aceite pelos acionistas, sendo que a  EDP considerou, por agora, o preço como baixo.
 
 
 
E se a OPA for bem-sucedida?
 
Se a OPA for bem-sucedida, a CTG promete contribuir para o “desenvolvimento sustentável de longo prazo” da EDP, a qual ficaria a liderar as operações de expansão da CTG na Europa, nas Américas e na Lusofonia. Predispõe-se ainda a entregar alguns ativos seus à EDP, de maneira a reduzir a alavancagem da energética portuguesa e cortar custos.
 
A CTG promete ainda manter a EDP cotada no mercado nacional, como “um ativo estratégico importante, com identidade portuguesa, cotada no Mercado Regulamentado Euronext Lisbon e sedeada em Portugal, preservando um elevado nível de autonomia e os mais altos padrões de corporate governance. Por fim, a CTG afirma que procurará manter uma “política de dividendos estável, não abaixo do que foi divulgado no último plano de negócios” da EDP
 
Na EDP Renováveis poderá não haver grandes mudanças. Se, no caso da EDP, o objetivo é usá-la como plataforma para a expansão internacional do grupo chinês, quanto à Renováveis “não são esperadas quaisquer alterações substanciais relativamente ao negócio e às atividades da sociedade visada”
 
 
A CTG pretende alterar os estatutos da EDP?
 
De acordo com o número três do artigo 14º dos Estatutos da EDP: “Não serão considerados os votos emitidos por um acionista, em nome próprio ou como representante de outro, que excedam 25% da totalidade dos votos correspondentes ao capital social”, o que significa que os votos dos acionistas estão limitados a 25% da totalidade, independentemente do capital que detenham - uma regra que a China Three Gorges quer mudar.
 
No anúncio preliminar da oferta, a CTG faz depender o lançamento da OPA da “alteração dos estatutos da sociedade visada [a EDP], ainda que condicionada ao sucesso da oferta, de forma a remover qualquer limite à contagem de votos emitidos por um só acionista, quer em nome próprio, quer atuando em nome de outro acionista”, ou seja, quer passar a votar com a totalidade do capital que passar a deter com a OPA.
 
 
O que vem a seguir?
 
Para já, o que foi entregue à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) é um anúncio preliminar de lançamento de OPA. A China Three Gorges tem agora até ao final de maio para fazer o pedido de registo desta OPA junto da CMVM, através de um projeto de prospeto. Depois desse momento, a CMVM terá oito dias para conceder ou recusar o pedido, podendo o prazo ser prorrogado caso haja pedidos de informação complementares, o que é habitual acontecer nestes casos.
 
Já a EDP tem um prazo de oito dias após receber o projeto de prospeto para divulgar um documento sobre “a oportunidade e as condições da oferta”. A lei determina que o prazo da oferta pode variar entre duas a dez semanas, devendo este período acontecer mais à frente, tendo em conta a obtenção de todas as autorizações necessárias, de acordo com o que a CTG declara no anúncio preliminar.
 

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Conheça os comunicados feitos pela EDP até ao momento
 
No comunicado enviado no dia 15 de maio à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), a EDP considerou baixo o preço oferecido pela China Three Gorges para adquirir a empresa. 
 
“O Conselho de Administração Executivo considera que o preço oferecido não reflete adequadamente o valor da EDP e que o prémio implícito na oferta é baixo considerando a prática seguida no mercado Europeu das ‘utilities’ nas situações onde existiu aquisição de controlo pelo oferente”, é referido na nota.
 
 
A declaração surge na sequência da Oferta Pública de Aquisição (OPA) lançada na passada sexta feira pela China Three Gorges, na qual propôs uma contrapartida de 3,26 euros por cada ação, o que representa um prémio de 4,82% face ao valor de mercado.
 

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Nota aos Colaboradores

 

Na sequência das notícias dos últimos dias, que falam sobre a eventual aquisição da EDP e EDP Renováveis pela China Three Gorges, António Mexia deixou a seguinte nota a todos os colaboradores.

 

"Caros colaboradores,

 
Como muitos já saberão a China Three Gorges, sociedade que detém 23,3% da EDP – Energias de Portugal, S.A. (EDP), informou a EDP e a CMVM de que irá proceder ao lançamento de uma oferta pública de aquisição (OPA) geral e voluntária sobre as acções representativas do capital social da EDP e de uma OPA geral e obrigatória sobre as acções representativas do capital social da EDP Renováveis, S.A. (EDPR), que se encontram admitidas à negociação no mercado regulamentado do NYSE Euronext Lisbon by Euronext Lisbon.
 
O Conselho de Administração Executivo da EDP e o Conselho de Administração da EDPR irão pronunciar-se sobre a oportunidade e condições destas Ofertas nos respectivos relatórios que deverão ser elaborados no contexto destas OPAs.
 
Neste momento, reitero a importância de nos mantermos focados no nosso trabalho e na execução daquilo que são os objectivos com os quais nos comprometemos, guiados pela excelência que sempre nos caracterizou.
 
Para mais informação poderão consultar os anúncios preliminares publicados que juntamos em anexo. 
 
Iremos naturalmente manter toda a equipa da EDP e da EDPR informada dos desenvolvimentos deste processo
 
Obrigado.
 
António Mexia"

 

 

Reacçoes.png

 

  (copiado da pagina do facebook de Fernando Pegas)

 

 À consideração da CMVM ...

Silencio.png

 (Fernando Pêgas - 02-06-2018 23:49)

 

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Fernando Pegas o que podemos fazer?

(Rosa Maria Santos - 03-06-2018 08:30)

 

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Nunca tivemos ajuda!

(Amélia Jordão Viegas - 03-06-2018 09:01)

 

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E qual a opinião do trabalhador Fernando Pegas?

(Luis Nogueira - 03-06-2018 11:11)

 

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e do sindicalista?

(João Frazão - 03-06-2018 11:46)

 

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não basta ser provocador

apresente formas de atuação e de luta

(João Frazão - 03-06-2018 11:47)

 

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EU AINDA SOU DO TEMPO DOS BELGAS

 (Ventura Carlos - 04-06-2018 18:32)

 

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À especial atenção de Luis Nogueira e de João Frazão

Sobre a OPA EDP, e a pedido dos mais "distraídos",

reponho as minhas opiniões produzidas nos dias 26 e 27 de Maio de 2018,

no diálogo abaixo, que pode ser encontrado nesta minha pagina.

OPA.FernandoPegas.png

(Fernando Pêgas - 03-06-2018 19:02)

 

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Não acrescenta nada de novo é só uma opinião,

falar por falar e acusar os outros de estarem quietos

é pura demagogia na minha opinião.

Não vejo os sindicalistas, sindicatos, comissão de trabalhadores fazerem o seu papel

que é o de incentivar, alertar e estimular à tomada de posição e luta para defender

os interesses que são os de todos que trabalham e trabalharam na empresa.

(João Frazão - 03-06-2018 19:12)

 

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Meu caro João Frazão, no dia 26 de Maio de 2018,

em diálogo com Joaquim Gervasio, emiti a opinião seguinte ...

OPA.FernandoPegas1.png

(Fernando Pêgas - 03-06-2018 19:19)

 

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Então não acuse os trabalhadores e reformados de nada fazerem,

isoladamente nada podem.

 (João Frazão - 03-06-2018 19:21)

 

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Poderem podem, só que não é tão eficaz

como as posições colectivas, obviamente

(Fernando Pêgas - 03-06-2018 19:23)

 

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publicado às 10:44



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