Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]




SINDICATOS, o seguidismo e o povo..!

por efepe, em 19.11.18

Sergio Albuquerque.png

 

O meu pensamento ,hoje, virou-se para aqui.


SINDICATOS, o seguidismo e o povo..!


Este espírito de seguidismo , de carneirismo , tinha de dar nisto. Inevitavelmente, quando este braço de ferro começou, só ocorreu-me 2 cenários, 1º reduzirem gradualmente ao máximo os efetivos da fábrica e substituindo-os por empresas de serviços (sub-contratados); 2º deslocalização da fábrica, levando toda a tecnologia associada, deixando as atuais instalações a meros parques de entreposto ou até de venda, parece que temos á vista o 2º cenário.


Claro está, que os sindicatos não querem saber disso para nada, fazendo o papel de que resolvem o problema de forma mais eficaz que o bom senso que se impera, ou que a ACT, ou os mecanismos que a lei prevê; em síntese, entram pelas empresas adentro ,á procura de mão de obra (mesmo que, por vezes ,bem formada tecnicamente), a maioria das vezes “mecanizada”, robotizada ou de mão de obra não especializada, fazem uns belos discursos com os megafones, dão umas entrevistas, marcam umas reuniões com os trabalhadores ,1º com as comissões de trabalhadores (onde está o chefe, Zé, Manel, etc), 2º com os delegados sindicais, depois se não resultar aparece o Sr. da TV, (O tal gajo importante que dá-se com o partido X ou Y), colocam os delegados sindicais das comissões de trabalhadores a angariarem mais e mais sócios com a velha máxima que quantos mais melhor, estes delegados com a garantia da protecção da lei (que existe) , que como delegados sindicais não podem ser despedidos.


E assim, passados uns dias ou semanas, temos 1 megafone a dizer umas “besteiras” e á frente uns trabalhadores alinhados numa estrada qualquer ou frente á fábrica que lhes dá de comer, com os olhos abertos mas com uma espécie de “palas nos olhos” , completamente ofuscados pelo ambiente que os rodeia, com umas bandeireirolas e uns cartazes, a ouvir uns dizeres “semi-comunistas” , uma especie de musica agradavel para os nossos ouvidos e interesses, que não vão servir para nada ,e posto isto, batem muitas palmas no final e rematam com uns cânticos “a luta continua” “o povo unido jamais será vencido”,,,e combina-se logo umas viagens para a porta do ministério da tutela do sector,,, e por ai....


Tenho pena , tenho pena de ver estes trabalhadores com uma espécie de “palas” , vitimas de trabalhos mecanizados e sem qualquer perspectiva de alcançarem outro entendimento por força do circulo vicioso que com o tempo se vão acomodando e resignando a determinadas convicções medíocres que vão assimilando pelos colegas e comunicação social, mais grave é estarmos em pleno século XXI e este contágio atingir novas gerações, mas nem tudo é mau, pelo menos para os sindicatos, pois serão estes os garantes dos sindicatos no futuro, serão estes os “ordenhados” que vamos ver daqui por 20 ou 30 anos completamente estagnados no tempo a bater palmas com uns cânticos idênticos seguidos de umas asneiradas.


Tenho pena de ver os sindicatos a entrar pelas fábricas dentro, sector têxtil, calçado, industrial naval, metalomecânica, pescas, agricultura, extracção mineira, comunicações, energia, etc,,,,


Mas pergunto, dentro destes sectores, alguma vez , depois de entrar um sindicato viu-se alguma destas empresas sobreviver? Ou pelo contrário, se passado uns tempos venderam-se , mudaram de nome , fundiram-se com outra (por vezes estrangeiras), mudaram a politica de contratação?, ou passaram a sub-contratar empresas externas de serviços? Algum trabalhador conseguiu alguma coisa, para além do ódio e desprezo das entidades patronais, face á chantagem e aos prejuízos causados, para além de uns meros trocados , uma ou outra folga ou alteração de horário seguido da promessa que vão investir uns milhões na fábrica (pensam os batedores de palmas, que esse investimento será para eles, enfim…) ,,,,,que nada mais é do que garantir que os calam por uns tempos, afastam os sindicatos (que entretanto ficaram bem vistos e já ganharam mais uns tantos sócios) e com isto, as empresas, depois de acalmar o pó, começam a pensar na estratégia de sair daquela situação, algumas só não deslocalizam definitivamente porque os recursos naturais estão cá, caso da pesca, agricultura, madeira e extração mineira,,,, que mal vamos nós, que mal vai a nossa formação e a visão da classe operacional dos grandes sectores do pais, já não sei se condeno os batedores de palmas, os seguidores ofuscados, ou os sindicatos.


Sei que é uma posição politica controversa aliada á visão empresarial, mas com a experiência de vida que tenho e já tendo estado de ambos os lados é o que tenho para dizer, estou numa fase em que digo o quero e bem me apetece ,,,depois logo se vê, disse.


Perante isto da AutoEuropa (e outras tantas que vão fechando), que pode até não fechar, mas fica a mensagem, , só ocorre-me:


Peçam mais subsídios, façam mais umas greves, voltem a chamar os sindicatos, vão para a Seg. Soc. , IEFP, ACT, Tribunal Trab., processos, papéis, problemas, horas e horas de chatices e umas centenas de Km´s, a tratar de umas centenas de coisas (é onde se resolve tudo, pois também, são amplamente mecanismos conhecidos como amigos das empresas, claro), e no final vai restar....


Peçam emprego aos sindicatos ou na fábrica mais próxima!

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 11:21


1 comentário

De Anónimo a 23.11.2018 às 15:20

Só por curiosidade. Quem é este senhor, o que faz, onde trabalha e quais os contributos dados para a sociedade?

Comentar post



Mais sobre mim

foto do autor


Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.


Arquivo

  1. 2018
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2017
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2016
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2015
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D