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 - Fausto Assis

 

 

Bom dia Senhor Engº João Torres.

 

Espero que se encontre bem de saúde.

 

Peço desculpa por esta eventual impertinência, mas acabo de ler uma notícia do Jornal de Negócios que me deixa algo confuso.

 

Como já deve ter percebido, refiro-me aos lucros da  EDP.

 

Digo confuso , porque uma empresa que como as suas congéneres gere um sector (ou atividades) que são absolutamente essenciais para a economia do nosso País, apresenta lucros deveras significativos, e no entanto, devido ao trabalho contratualizado em regime de outsourcing, tem colaboradores a receberem um ordenado líquido mensal que não ultrapassa o Ordenado mínimo português.

 

É certo que a tercialização da mão de obra, permite estas situações, em que o efetivo trabalhador é o elo mais fraco duma cadeia, onde o beneficiário e mais ainda o intermediário (empresa  cedente da mão de obra), são as partes mais beneficiadas.

 

Como já me permitiu dizer-lhe, tenho muito brio em ter trabalhado nas redes de BT, na leitura e cobrança da eletricidade e sobretudo no contacto com os consumidores (agora clientes). Fazia-se também um trabalho pedagógico.

 

Tudo mudou. É certo que o mundo e a vida são feitos de mudança. mas que seja para melhor. Aqui lhe relato um episódio: No passado Verão, e a pedido dum familiar, contactei um agente de contratualização de eletricidade em Oliveira de Azemeis, julgando tratar-se dum Posto de atendimento/contratualização de todos os comercializadores. Recebi a seguinte informação: A energia da EDP é a mais cara, por isso temos aqui outras companhias que aconselhamos por venderem mais barata a energia. Fiquei perplexo e desliguei o telefone.

Conclui  que algo vai mal neste sistema. Culpa do regulador !? ou desconhecimento de como as coisas funcionam no terreno?

 

Bem sei que a opção de explorar o regime de outsourcing é uma opção legal e decidida ao mais alto nível do grupo EDP, porém saberá que a qualidade do trabalho muitas vezes reflete o compromisso do empregador para com o trabalhador.

No caso em assunto, os trabalhadores são também penalizados, por fazerem descontos para a S. S. sobre baixas remunerações. Ou seja quem trabalha em regime de subcontratação é duplamente penalizado. Penalização esta que se propaga até ao período da reforma.  

 

Ultimamente os governantes veem reconhecendo que se deve reduzir drasticamente o trabalho precário em Portugal. Estará a EDP ( talvez a maior Empresa portuguesa) disponível para dar o exemplo, ou ao contrário ficará á espera de ser obrigada pela próxima revisão da Lei do Trabalho?

 

Com os melhores cumprimentos

Fausto Assis

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 16:04


1 comentário

De Anónimo a 03.03.2018 às 14:02

A maioria dos gestores, e quadros do sistema produtivo , apostam .na precariedade global, o que esperar destes "néscios"????

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